teste

Postado em 19/11/2008 Uncategorized Sem comentários »

teste sem comentários.

Sobre a vida

Postado em 11/11/2008 pensamentos, viagem Sem comentários »

Ruim é ter medo.

Pena que o medo muitas vezes é implantado em você, mesmo sem você querer. Mas e daí, quem vai se importar com o seu medo além de você mesmo? Ninguém. Por mais que uma pessoa esteja perto de você, te conforte e oriente, não é nada mais que uma outra pessoa, não você. Então o jeito é ver de onde vem esse medo, mexer bastante nele, tentar ver onde ele aflora e tirá-lo aos poucos… mas alguns estão tão arraigados que é difícil até de o achar.

Amo muito sentir o vento forte, que bate no rosto fazendo mexer até os cílios, que vem do metrô da Cinelândia sentido zona Norte. Segredo isso, mas é uma das sensações mais gostosas que sinto. Adoro sentir chuva começando e batendo no rosto, e mesmo ficar encharcada com ela, faz tempo que não faço isso. Me dá frio na barriga encontrar sempre o amado, e aí ver o quanto é grande o amor que sinto por ele, e sei que é recíproco. É tão bom saber que tem alguém te esperando, que tem alguém do seu lado, que tem alguém que te entende em 95% das situações. E mesmo assim, sem ser previsível, sem ser cansativo, ser complexamente um amor.

Pegar estrada, paisagens, expectativas, conhecer ou re-conhecer.

Expectativa, preocupação, ansiedade. Ai palavrinhas. Quando são em moderação, que delícia. Quando não, que desespero, parece que não há vida enquanto não acontece o que tem que acontecer.

Laços, que são impostos e nem sempre depois de livres queremos mais. Aprendi a lidar com eles e tenho grande facilidade em desvinculá-los. Bom eu não sei se é, mas que me deixa ser mais coerente com o que sinto e julgo correto, isso sim é bom.

Ligar o “foda-se” é a melhor coisa que podemos fazer sempre que não estamos bem. Se alguém conseguir isso sempre, me ensina, por favor.

Ser desencanado, encantado, entusiasmado, achar que tudo sempre vai dar certo. Ou não. Esses momentos são cíclicos, e querer enxergar onde não há luz ou tampar os olhos para as coisas mais hipócritas sem se importar com elas, é arte das grandes.

Quem mais fala de coerência é o mais incoerente, quem mais fala de justiça é o que sempre comete injustiças, quem sempre quer mais, tem menos. Mas que diabos é isso?

Sou eu.

TMDG 2008 - Parte 03

Postado em 16/10/2008 eventos, tmdg, viagem 2 comentários »

Como prometido, agora as fotos que tirei durante a viagem, tanto em Buenos Aires como em Mar del Plata, estão no Flickr.

O terceiro dia do TMDG foi naquele espírito de despedida, e foi mais curto que os outros dias. Logo de cara teve um estudante selecionado, mas eu não  vi, estava passeando pelos stands pela última vez, hehe :). Agora os palestrantes:

FileniFileni Design: Gostei bastante, os caras falaram principalmente de sinalização, e eles têm uns cases bem interessantes, como o da LanChile, de um shopping de Buenos Aires chamado Alto Palermo, de lojas de esporte, etc… Realmente sinalização é tudo. É uma dilíça uma praquinha dizendo que o banheiro é ali do lado e você chega lá e não é coisa nenhuma… ¬¬’, e claro, a vontade de ir ao banheiro é proporcional à sua proximidade com o bath. Tipo, morrendo de vontade de ir ao banheiro, quanto mais perto estamos de nosso apartamento, casa, maior a vontade, não é verdade? :P

Joshua Davis: Ponto positivo: O cara é mega engraçado. Típico norte-americano, e sabe falar super bem, arranca risos da platéia inteira. De resto, acho que da parte de design deve ter sido o mais fraco. De fato, não gostei, não sei porque tanta pagação de pau pra ele.  Parte conceitual ele falou bem pouco, só de um logo que ele fez para a China, que tinham uns tigres, e ele explicando como chegou no resultado foi patético, como se fosse algo sem o menor estudo. Enfim, aqui vocês encontram uma parte do que ele falou e das coisas engraçadas dele.

Pronto, crianças, terminada a missão! Espero que tenham gostado, e logo logo mais atualizações, pois os pensamentos estão bem embrulhados ;).

TMDG 2008 - Parte 02

Postado em 11/10/2008 eventos, tmdg, viagem 2 comentários »

Bom, hoje falarei do segundo dia do TMDG, que na minha opinião foi o melhor, talvez por ter sido o que teve mais gente falando, mas não acho que tenha sido isso, foi porque o pessoal era mais empolgado e interessante que no dia anterior.

Estudante Selecionado - Foi bem legal, foram na verdade alguns estudantes, acho que 4, que foram falar sobre um projeto que fizeram no Chile. Foi um vídeo que eles mostravam um cara novo (devia ter uns 25 anos), mas que já trabalhava e que um dia resolveu deixar seus “instintos” infantis, por assim dizer, aflorarem. Tipo, ele saiu de casa todo engravatado, mas foi de bicicleta pro trabalho, e no caminho tomou sorvete, deitou na grama, aproveitou o caminho. Gostei, pois foi uma introdução de que pro design há de se deixar a mente muito aberta, como as crianças deixam mesmo. E eles mostraram o making-off do filminho, que é bem complicado de se fazer, tals…

PSYOP - É, os caras são fodas, com o perdão do termo. Foram eles que fizeram aquela propaganda da Coca, da fábrica, mas aqui foi ao ar só uma parte, lembram (esse daqui)? E o que eu mais gostei, talvez porque eu use muito, foi o case do Converse, que é simplesmente demais, porque eles tinham na mão que deveria ser em preto e branco e que deveria passar uma idéia de união, de que as pessoas que usam o All Star estão unidas de uma certa maneira. Mas, esperava mais… Tá bem, animação, 3D não são as coisas que eu mais goste, mas certamente é o que mais usa a criatividade, e acho que eles poderiam ter explorado melhor essa parte do processo criativo. Eles até ensaiaram falar sobre, mas acho que foram meio despreparados, pelo menos foi a idéia que passou pra mim.

The Uncoolhunter - Conhecida por sair dos padrões, e ser conhecida por isso, eles se deram conta que agora não fazem mais parte desta parte que está fora dos padrões, porque estar fora dos padrões, usar coisas estranhas, diferentes do tradicional, está na moda. E eles mostraram isso de uma forma super natural, falaram dessa tendência, com a pergunta “Uncool is the new cool?”. Pra mim, foi a melhor palestra do evento inteiro, pela simplicidade, pelo conteúdo e pelo tema, vale uma ida ao site ;).

Hort - O cara é sensacional. Foram quase 2 horas babando pelo trabalho do cara. Ele começou como designer de capas de cd’s na década de 90 inteira, até que os cdzitchos saíram de moditcha, não, minha gente? Aí ele começou a trabalhar com outras coisas, com fotografia, com trabalhos sociais, muito fofo ele, porque ele é mó grandão, aquele que você olha e parece ser muito frio, até por ser alemão, mas o cara foi o que mais falou sobre a criatividade, sobre o inesperado, sobre surpreender e agradar o cliente. Ele falou que metade do tempo que ele usa em um trabalho é para “levar o cliente” a entender sua idéia e a confiar em seu trabalho. Bem interessante e “abridor” de mente, deu vontade de sair dali e trabalhar, trabalhar e trabalhar, por puro prazer!

Marian Bantjes - Como uma menina que conheci no ônibus de volta, ela é a Bridget Jones :). Muito fofa, gostei do fato de ela não ser designer formada e ser hiper bem reconhecida e boa no que faz. Ela é tipógrafa. Mas tipo, não uma tipógrafa comum… não sei como explicar, mas ela é foda (desculpe II, a missão). Vejam os trabalhos dela no site, vale hiper a pena. Ela é super carismática, engraçada, e o melhor, comum. Gente como a gente, sabe? Ela tava comentando que quando ela foi chegando à meia-idade foi tendo uma crise muito grande, pensando no que ela queria da vida, o que ela iria fazer, etc… e que nessa época ela tinha uma sociedade com outra designer, e que resolveu sair da sociedade e seguir só. E ela é muito feliz, faz o que gosta e faz muito bem feito. Inspiradora! Deu pena porque no fim ela se perdeu um pouco lendo umas crônicas que ela tinha escrito. Eram 22, ficamos até a 6, porque ela ainda tava com uma tosse muito forte e irritante… Mas se não fosse pelo fim, teria sido a melhor do dia ;).

Tirei muuuuuiiiitas fotos, e prometo que vou colocá-las no Flickr, mas por enquanto, um amigo que conheci lá, o Rodrigo, deixou as dele disponíveis aqui, vejam!

Até a próxima!

TMDG 2008 - Parte 01

Postado em 8/10/2008 eventos, tmdg, viagem 2 comentários »

Decidi ir ao TMDG 2008 menos de uma semana antes do evento. Comprei as passagens e seria o que Deus quisesse, porque não tinha conseguido comprar os ingressos nem as passagens de ônibus de Buenos Aires - Mar del Plata… Bom, fato é que Ele quis, e acabou dando tudo certo…

Cheguei em BsAs na quarta, dia 1, e fiquei até quinta à tarde, aí já aproveitei e comprei os ingressos e as passagens, e deu tudo certo, ufa!

Quinta foi dia de pegar a estrada já com o pessoal da facul (Rodrigo, Mariana, Marquinhu e Ratinho) + o pessoal do Sul (Lisiane, Rodrigo e Rosana), e que estrada… lindíssima, renderam belas fotos!

Na quinta mesmo acabamos não fazendo mais nada além de jantar.

Sexta! Café da manhã, pegar o ingresso pessoalmente da garela e credenciamento! Nossa, lotado o Estádio Poliesportivo, cheio de standes, vontade de comprar tudo! Tinha um stand de uma livraria (La Paragráfica) que dava vontade de comprar todos os livros! Muito diferentes, lindos, sobre os melhores temas possíveis de DG :)

Basicamente encontramos faladores de espanhol e brasileiros, mas percebemos e conversamos com gente de todos os cantos da América Latina. Muita gente do Peru e do Chile, chamou a atenção, principalmente pelo Peru.

A primeira palestra foi da agência “La Cocina“, onde eles apresentaram casos que pegaram de re-design, e foi bem interessante, porque mostraram que não é simples, como todos sabemos ou imaginamos, e mostraram o cuidado que têm quando fazem isso.

Eles apresentaram os casos de re-design da Norton (vinhos), Chocolatada da SanCor (como Toddy 1L), Alba (tintas), e o re-design da lata da tradicionalissima Quilmes (cerveja).

Também foi um estudante (Tooco) mostrando suas ilustrações, bem interessante também, porque o cara viajou boa parte da América Latina e tem várias referências visuais. Pena que ele deixou pro final pra mostrar o que ele fazia de melhor, tanto que foram ilustrações que ganharam vários prêmios, tal. O começo ele tentou mostrar mais o processo de como ele tinha chegado até ali, mas julguei um pouco perda de tempo.

Depois foi o brasileiríssimo Mopa, bem legal! Mas devo concordar com o Rodrigo que eles talvez sejam mais arte que design… sei que é uma linha bem tênue pra quem não conhece muito do tema, mas basicamente o design deve ter funcionalidade, enquanto a arte é mais passiva de observação… Me corrijam se eu estiver errada ;) E o que eles fazem é lindíssimo, os 4 que palestraram são desenhistas, e eles tiveram uma idéia muito boa, que foi tirar fotos das novas camisetas que produziram embaixo d’água, e eles mostraram todo o processo, muito legal!

Na seqüência, Atypica…. uma decepção… Não entendi bem, mas acho que a pessoa que estava com parte da apresentação não foi, e sei que eles passaram um filme ridículo, sem falar nada…. foi muito chato mesmo, apesar de eu ter comprado algumas revistas deles e ter gostado.

Fato é… a pessoa que vos escreve achou que a Atypica era a última do dia, e voltou pro Hotel. Não, não era a última do dia, e parece que a Normad Ink fez uma das melhores palestras do evento… ok, não vou poder falar sobre ela. :/

Minha análise sobre o primeiro dia é que foi bom, mas poderia ter sido melhor. Concordo com o pessoal da facul que falou que eles só apresentaram cases, mas eu acho que foram cases bem interessantes, eles falaram sobre como chegaram a alguns trabalhos, e de fato poderiam ter falado mais sobre o processo todo, seria bem mais legal!

Bom, encerro aqui a primeira parte, falando do primeiro dia de lá e logo logo escrevo sobre o segundo, que na minha opinião foi o melhor ;) Aos poucos vou colocando imagens também sobre o que vi.

Depois de um longo e tenebroso inverno…

Postado em 19/09/2008 críticas, desabafo, facul 6 comentários »

Pois é, pessoas, finalmente consegui mudar de host e transferir direitinho o bd dele pro novo [/orgulhosa off] :) Então agora posso escrever com segurança que não vou perder nada.

Esses dias têm sido corridos, mas agora, tudo tranqüilinho e é só curtir!

Não sei bem sobre o que escrever, mas como meu mundinho atual tem girado mais em torno da facult, é sobre ela que vou escrever.

You know, babe, eu estudo no “Infnet, modéstia à parte”. Faço parte da Primeira Turma de Design Gráfico, ó que chique, benhê. Não tão chique quanto possa parecer. Quando cheguei ao Rio fui trabalhar numa empresa onde todos gostavam do Instituto e eu tinha boas referências de lá. Nunca tinha me tocado que eram pessoas que tinham feito coisas relacionadas a TI, que realmente, me parece ser bem superior lá.

Well, vou falar das coisas positivas: Se você tá a fim de certificação, legal, lá é seu lugar. Mas saiba que mesmo eles focando em certificações, você vai ter que estudar, e muito, por conta própria. A infra-estrutura é show, pelo menos para as aulas das graduações: telas de LCD, acho que 17 polegadas, tem tablet (apesar de em mais de ano termos usado 3 vezes, no máximo), e uma máquina bem boa de capuccino, com o café moído na hora. Bem, o que me chamou a atenção para querer fazer lá minha graduação, além de ser em 3 anos, é o curriculum (clica aqui pra ver). Show de bola né? Foi o que pensei! E quando passei no vestiba, lembro como se fosse hoje da felicidade que senti! Muito bom, nossa, vou ser A profissional, isso e aquilo…

Mãããs, não é bem assim, né, people… Tem muita, mas muita coisa que penamos até hoje porque somos a tal Primeira Turma, então acabamos bem ou mal sendo um teste pra eles. Ok, não tou dizendo que somos cobaias, não com uma intenção real deles, manja? Mas acabamos sendo, de alguma forma. E digo o porquê. Quando fizemos o vestibular, foi nos avisado que caso não passássemos na prova de Inglês, seria feito um nivelamento por um semestre, gratuitamente, para os alunos. Nossa, isso aumentou ainda mais minha expectativa. E claro, não passei no Inglês (podem rir, sou mó mané mesmo =D). Fiz o nivelamento, na época com meu querido professor CAT (queridíssimo mesmo), e gostei muito. Com o tempo, fui percebendo que o que minha turma precisava mesmo, não era de um nivelamento de inglês, e sim de ferramentas, como DreamWeaver, Photoshop, e coisas do gênero, coisas que fazem muita diferença para uma turma seguir bem ou não. E nossa turma não seguiu bem. Segue, até hoje, de maneira irregular, com uns muito fortes, uns muito fracos, e uns muito medianos. Ou seja, pra quê mesmo o nivelamento de inglês? Lembram de uma palavrinha mágina que começa com Market e termina com seu gerúndio? Hmmm….

Bem, e no primeiro trimestre, WebDesign! U-hu! Paixãozitcha da que vos fala. Esta matéria seguiu por 3 trimestres. E aprendemos, aprendemos…. aprendemos um monte de DreamWeaver. Certificação, galera, é isso que você tem que saber. Macetes, isso e aquilo. Vai ali na empresa e diz que manja de DW, vai. Boa sorte! Teoria da Cor… Que massa! Matéria mega importante pra nossa profissão, nops? Pois é. A primeira aula foi uma maravilha, lindos slides e uma mega expectativa. Até a segunda, terceira aula. Tchau, descartada mais uma. Até o terceiro tri chegar e a melhor professora ever entrar. Bianca Martins. Esta sim fez toda a diferença. Encho a bola mesmo. Apaixonada pelo que faz, ensinou muito. Enfim, fizemos que fizemos e conseguimos ter 1 ano de aula com ela direto. Uma fofa. E hoje, infelizmente, foi o último dia de aula que ela nos deu. Well, em paralelo à Bianca, temos duas matérias que nos acompanham quase até o fim do curso. Parágrafos novos.

Gestão de Projetos. Cool. Certificação PMI. Tenho amigos que entraram lá por causa desta matéria, e um deles até gosta da matéria. Enfim, sei que neste trimestre, 70% tá reprovada. Eles têm a chance de uma prova final, e é bem provável que passem, nunca vi reprovação por lá, seja por falta, seja por conhecimento. Mas enfim, o que tenho a dizer é que praticamente 90% da nota é por duas provas objetivas, onde é cheia de pegadinhas e segue o perfil da certificação do PMI. Legal, né? E 10% da nota é por um trabalho, onde você realmente aplica o que você aprendeu durante 3 meses. Pensei que eu ia sair de lá sabendo o que é gerir um projeto, e não tendo uma certificação de decoreba, por mais que isso faça a diferença no mercado. Somos cabeças pensantes, e se isso não é incentivado, que ânimo pode me dar?

Ingrês. Tanto, tanto e tanto por nada. Nivelamento de inglês? Legal, metade das pessoas que realmente precisavam saiu na metade ou nem começou. Adiantou? Nada. A turma é mega desnivelada ainda e as aulas seguem num ritmo descompassado com a necessidade que realmente temos no nosso dia-a-dia de saber a língua dos yankees.

E é isso, garela (como diz uma sobrinha fofíssima). O que eu posso perceber, e pelo que ouço, é que nossa turma apanha mesmo, e que as outras seguintes já têm belas melhorias, mas é nessa que estou, e é dessa que falo. Se você pensa em fazer Design lá, de boa, não recomendo. Mas procure outras opiniões de outras turmas. Espero estar enganada.

O que eu consigo perceber é que realmente temos a maioria dos professores muito bons, mas que sei lá porque desanimam logo, e acabam dando uma aula muito “má o meno”. E temos outros que não são mesmo. Parei de reclamar por lá. Somos conhecidos por “reclamões”, e sei que faço parte destes, então, o que me resta é esperar o diploma.

Las ganas de decirte

Postado em 28/08/2008 cultura, pensamentos, relacionamentos 1 comentário »

No me acuerdo tan bien de mi español, pero tengo ganas de así escribir. Tal vez las ideas vengan más a los borbotones.

No tuve una vida difícil. Tampoco fácil. No tuve mi padre acerca, y mi madre se hice fuerte para ser mamá y padre. Comprendo. Creo que comprendo. Pero mi perspectiva es de hija. No de mujer o madre. No sé lo que es tener un padre acerca. Sé que quiero que mis hijos tengan un padre presente. No sé porqué, (o sí, claro) pero quiero. Y creo que encontré lo perfecto =)

Con mi mamá trabajando fuera siempre, y mi família sin unión, me hice fuerte desde niña, mismo llorando mucho a toda hora, lo que puede transmitir una idea de fragilidad. Si, así soy. Cuando adolescente, siempre estimé mi libertad. Me peleaba en demasia con mi madre por eso. Tuve un amigo que una vez me habló: Tienes mucha libertad, tú que no lo sabes.

Sé que con 10 años dice a mi madre que con 18 viveria sóla. Cierto, no se puede escribir lo que una niña de 10 años dice, pero es verdad que con 18 me fué. Me fué para lejos. Más de 400 kilómetros.

Y ahora, 3 años después, algunas veces preguntome si en alguna hora volvería. Y culpome porque la respuesta es siempre no. No tengo ganas de volver y nunca tuve. No sé porque. Se que fué la mejor cosa que he hecho.

Sé que no fui la hija perfecta, pero siempre fui una buena alumna y intenté no dar trabajo a mi mamá. Nunca me gustó la idea de quedarme en casa sólo porque soy hija, y no pienses que no me gustaría eso. Me encantaría tener muchas ganas de irme para casa, de hablar lo que siento, porque al final, no tuve padre para hacer eso, tampoco muchos amigos, y ahora, por Dios, tengo mi marido. Pero hace falta algo. Y a veces mi corazón se queda triste por eso.

Hace falta las ganas de intentar de nuevo, siempre. Hace falta el cariño que yo nunca quiso. Pero no lo quiso por alguna cosa, es claro. Hace falta la naturalidad. No quiero hablar con alguién pensando en pasos al frente. No, no quiero. No quiero más decir lo que hago o no, lo que pensó o no, con quién hablo o no. Tengo mi vida.

Sólo lejos, sólo 3 años después alcanzo esta claridad en mis pensamientos.

Los pensamientos que me atacan por veces también son los que me calman. Que así sea siempre. Todo bien, sé que otras veces estaré sóla con ellos, que tendré que aprender a olvidarlos más rápido que hoy. O no. No olvidarlos, pero tengo que acuerdar que vivimos en una sociedad donde es natural un hijo querer estar siempre con su madre y su madre siempre con su hijo. Pero ni todos son iguales. Yo no soy. Eres tú?

Terra adorada, Brasil

Postado em 24/08/2008 cultura, orgulho 2 comentários »

Pois é, as Olimpíadas acabaram, ganhamos poucas e suadas medalhas.

Adoro o espírito olímpico, claro à parte o lutador cubano ou o sumiço da vara da Fabiana, pelo esforço individual, pela garra, pelo objetivo a ser alcançado.

Fantástico. Se eu fosse esportista, acho que apostaria na natação. É meu esporte preferido, que me faz bem e que me faz querer melhorar.

Mas quero falar é sobre ser brasileira. Por que tenho orgulho de ser brasileira? Eu tenho muito orgulho de ser brasileira. Mas confesso que às vezes é desanimador. É aquela relação de irmão, eu posso falar mal, mas se alguém fala, viro bicho. Que nem a propaganda das Havaianas (vejam, vale muito a pena).

Tenho orgulho de ter nascido num país tão bonito, com pessoas misturadas, com pessoas tão dedicadas, com uma música tão bonita.

Não tenho orgulho dos nossos políticos, do tanto de impostos que pagamos para ir parar em contas na Suíça e termos que pagar os serviços que deveríamos ter gratuitamente por direito. Não tenho o menor orgulho disto.

Mas quando vejo nossa bandeira, quando ouço nosso hino, não tem jeito, tenho que segurar as lágrimas, porque apesar de tudo, tenho muito orgulho de ser brasileira.

Respeitem os cabelos brancos

Postado em 17/08/2008 críticas, desabafo, pensamentos 2 comentários »

Sou adepta do respeito. Quando ficamos mais velhos, claro que algumas limitações aparecem, e cabe respeitarmos os que passam por isto agora para mais tarde sermos respeitados. Ok, todos sabemos disto, afinal, aprendemos desde pequenos a respeitar os mais velhos.

Tem gente que não respeita. Motorista de ônibus que não pára quando é velhinho pedinho pra subir, ou quando eles sobem o motorista dá uma daquelas arrancadas incríveis, quase matando os pobres senhores.

Agora, temos que ver os dois lados. A outra parte é que os idosos também têm que respeitar os outros, e muitos velhinhos parecem que esqueceram algumas palavrinhas básicas, como “obrigada” e “por favor”. Isso realmente me irrita. Sempre dou meu lugar quando vejo um idoso, ou tento ajudar dando passagem, coisas básicas que todos devemos fazer. Mas às vezes é demais, parece que para furar uma fila é um minuto e atropelar pessoas são dois. Sem pedir desculpas.

Tenho muito medo de ficar velha. É fato. Não tenho medo de morrer, eu acho, mas de ficar velha tenho horror. Tenho medo de ficar grossa, estúpida, achando que todos me devem favores. Tirando o fato de ter medo de não tomar banho todos os dias, e ficar com aquele cheirinho característico. Sei que o corpo não é o mesmo, mas quero tapetinhos, banquinhos e todos os inhos para tomar banho TODOS os dias. Isso é um acordo meu e do maridão da que vos fala.

Fala sério, passar a vida toda batalhando, fazendo o melhor, pra chegar no fim carrancudo? Ah não! Quero ser daquelas velhinhas fofas que fazem natação e beijam na rua, ^^.

Você fez isso!

Postado em 13/08/2008 pensamentos, relacionamentos 1 comentário »

[01]

Você fez isso!…

E pela sua cara pude ver que minhas acusações estavam certas. A ausência de atitude misturada com sua surpresa me confirmaram o que eu queria.

Não quero desculpas nem penso que essa situação possa ser revertida, mas aconteceu, e só serve para eu ter certeza que não posso confiar em ninguém a não ser em mim mesma.

Não… não precisa falar nada. Não quero ouvir. Sua voz me irrita profundamente e não há nada que você possa fazer pra me fazer bem. Vá embora. De uma vez por todas, vá embora. E faça o favor de nunca mais me procurar.

Volto pra casa desesperada pensando no que eu fiz pra merecer aquilo. Sempre fui boa, fiz meu melhor, e onde foi que eu errei? Não sou tão boa? Que infernos, será que sempre vou ser pior que tudo e todos?

O gosto salgado do choro entalado na garganta me sufoca, a cabeça pesa com tantas emoções juntas, parece que tem um bolo inteiro na minha garganta, e que não vou passar de hoje. Não quero mesmo. Até perceber que com o choro tenho o melhor dos sonos. Não parece tão ruim assim…

[02]

Você fez isso!…

Não posso acreditar que você fez isso! Por quê? Não posso acreditar, é verdade?

Não, acho que teve um erro, posso tentar explicar?

Apesar de ser muito difícil, fala logo o seu lado. Quero ouvir de você e ter certeza se é verdade.

Claro. Aconteceu isso, com tais pessoas envolvidas, em tal lugar, isso, isso e isso. Estou sendo o mais sincero possível. Não tenho porquê mentir pra você.

Tá bem. Ainda estou um pouco confusa, por favor, me dê um tempo, preciso pensar.

Claro, estou aqui para o que precisar, sempre que quiser.

Obrigada.

[01] - antes

[02] - agora

Não é fácil admitir nossos erros, e acima de tudo tentar melhorá-los. Alguém que incentive isso na gente faz muito bem. E a gente querer isso de outra pessoa talvez seja mais difícil ainda. Saber dar o conselho apropriado, mas acima de tudo sempre estar disposto a entender e ouvir. Não é fácil. Mas faz muito bem pra saúde mental. Minha e dele.

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