Retrospectiva 2008

Postado em 16/12/2008 2008, pensamentos, retrospectiva, viagem Sem comentários »

Mais um ano se vai, e esse foi muuuiiiitttoooo especial!

Pra tirar o pó daqui, vou escrever bastante hoje, hohoho =)

Janeiro: Nada de especial, foi o meu niver e o do meu bonitão, mas não fizemos nada muito diferente. Passamos o ano novo em Paraty, com as poodles-toys e dias lindos!

Fevereiro: Carnaval, Fortaleza! Amamos, lugar bonito, com uma infra-estrutura ótima e super receptiva, um lugar perfeito pra  quem não curte muito a bagunça de carnaval mas gosta de agitação =)

Nesses primeiros meses corremos muito para fechar as coisas do casório,  como várias provas do vestido lá do outro lado da cidade, por exemplo.

Março: Pela primeira vez fiquei sem trabalhar por querer. Quis dar um tempo, porque estudava de manhã e chegava em casa quase 23h, e é o que falo, se eu fosse sozinha, acho que levaria de boa, mas morando com a pessoa mais especial que há para você, seu tempo TEM que ser dividido para ele também, é fato, é necessário. Mas, como estávamos a dois meses do grande dia, nem percebi esse tempo sem trabalhar, fiz questão de fazer os convites eu mesma, fazer um site pra indicar tudo, e tentar aproveitar cada detalhezinho, pra sair tudo direitinho! E olha, recomendo, é uma delícia!

Abril: Fomos conhecer Curitiba, é linda, parece outro mundo de tão agradável. Andamos com muito mais tranqüilidade do que se fosse por aqui ou por Sampa, gostamos muito e queremos voltar =) Bem, fora isso, correria + correria! Tava chegando! U-hu!!!

Maio: Ah, maio…. doce maio…. acompanhar a previsão do tempo dia após dia e torcer para que não chovesse no dia 17! Nâo choveu! Foi lindo, maravilhoso, inesquecível! Que emoção, que tudo! Pessoas queridas perto da gente, querendo só o nosso melhor, foi muito emocionante mesmo, muito! Sim, agora somos marido e mulher, mas até hoje não consigo chamá-lo sempre de meu marido, hehe, vira e mexe sai um “namorado” ou “noivo”, mas nada que o tempo não corrija, porque ele é o maridão mais lindo e tudo de bom do universo! [/babação mode off]

Junho: Preparação para a lua-de-mel, passou voando! Fim de trimestre, correria, e… 2 tatuagens!

Julho: A viagem! Tudo de bom, como é bom conhecer lugares novos, culturas novas, ou velhas (^^), gente diferente da gente! Bom saber que não é só a gente que fura fila, ou que nós somos super simpáticos perto de determinados países, haha! Bom ver o quanto pagamos mais caro por alguma coisa também! Protetor solar bom aqui é carésimo, lá fora um dos melhores é mega barato. Mas que falta faz nosso arroz e feijão também, não? Enfim, foi muito legal, acho que eu não soube aproveitar tão bem, porque fico cansada fácil, e a viagem foi bem cansativa, e já pegamos um ritmo forte desde o primeiro dia. Talvez se eu tivesse descansado um pouco mais quando chegamos, teria aproveitado melhor. Ou não, não sei. Enfim, foi lindo, maravilhoso!

Agosto: Fase meio nostálgica, voltar à realidade, fazer muitas análises, passei por um choque de realidade repentino de mim para comigo mesma. Passei a repensar algumas coisas, a culpa que sinto por algumas atitudes, a culpa que me é imposta, o medo que sinto em demasia, a paciência curta peculiar…

Setembro: Mês que ainda continuaram as coisas de agosto. Nada de muito especial nesse mês. Feriado não tivemos então não viajamos.

Outubro: Viagem decidida em cima da hora, resolvi ir ao TMDG 2008, em Mar del Plata. Foi bem legal! Aprendi bastante coisa, além de a viagem Buenos Aires - Mar del Plata (de buso) ser magnífica! Lindérrima! Escrevi três posts sobre a viagem, quem estiver a fim de ler: TMDG - 1, TMDG - 2 , TMDG - 3.

Novembro: Mês do meu lindão! Ansiedade porque a banda da vida dele, o Queen, viria ao Brasil com o Paul Rodgers no fim do mês! E foi mágico, ver a felicidade dele quando conseguiu a primeira baqueta, a “não acreditação” dele em ver o ídolo que o fez querer ser baterista, nossa, foi fantástico. Não tem palavras para descrever o sentimento de felicidade por alguém que você ama estar feliz! Mágico! Fomos aos 3 shows, e os 3 foram sensacionais!

Dezembro: Mês de balanço, mês de projetos urgentes, mês do fim de um ano excelente! Que termine bem, que tenha sido um ano bom para todos, que ano que vem seja muito melhor, que o Obama seja mesmo tudo aquilo que estamos esperando, que a gente tenha mais consciência do que estamos fazendo para a Natureza, que seja um ano de mudanças. Mudanças para melhor, para sempre. E que acima de tudo, não queiramos ser mais que ninguém, mas que simplesmente façamos a nossa parte para melhorar nossa vida, nosso mundo.

Na faculdade foi um ano bem cansativo, principalmente no começo. Agora até gostaria de deixar claro uma coisa. No post em que falei sobre os professores sei que peguei pesado. Não quis apagar o post porque era o que senti naquela hora, e não acho que só porque mudei em alguma coisa deveria apagá-lo. Mas quero deixar muito claro que se houve algum erro, esse erro foi da Coordenação que não repassava nossas críticas aos professores, fazendo a gente preencher até hoje uma avaliação no fim de cada trimestre, mas que naquela época não servia de nada, porque os professores mesmo não tinham acesso a elas. O que é uma pena, porque eu e alguns colegas nos expusemos de uma maneira que não seria necessária. A professora em questão é uma excelente pessoa, mas não foi uma boa professora para nossa turma. Enfim, depois de um tempo as coisas melhoraram, eu acho pelo menos. Gostei do último trimestre em particular.

Alguns dos sites que fiz esse ano (layout e desenvolvimento):

Casamento, Albergue da Juventude - RJ, Projeto Acadêmico sobre reciclagemBohemian Quen (banda do maridão).

Tiveram outros, mas foram só a codificação. Esse ano foi mais tranqüilo nesse aspecto, acho que caiu a ficha do que é ser e tentar ser freela, e agora em 2009 é correr atrás.

É isso, pessoas! Entre meus projetos para o ano que vem está escrever mais aqui e mudar o visual do site ;) Acho que ainda faço em janeiro, vamos ver! Obrigada para quem lê este blog, e por favor, mandem sugestões, críticas, fiquem à vontade, o intuito é melhorar sempre!

Ano que vem esse blog terá uma participação muito especial, aguardem!

Feliz 2009 para todo mundo!

Sobre a vida

Postado em 11/11/2008 pensamentos, viagem 1 comentário »

Ruim é ter medo.

Pena que o medo muitas vezes é implantado em você, mesmo sem você querer. Mas e daí, quem vai se importar com o seu medo além de você mesmo? Ninguém. Por mais que uma pessoa esteja perto de você, te conforte e oriente, não é nada mais que uma outra pessoa, não você. Então o jeito é ver de onde vem esse medo, mexer bastante nele, tentar ver onde ele aflora e tirá-lo aos poucos… mas alguns estão tão arraigados que é difícil até de o achar.

Amo muito sentir o vento forte, que bate no rosto fazendo mexer até os cílios, que vem do metrô da Cinelândia sentido zona Norte. Segredo isso, mas é uma das sensações mais gostosas que sinto. Adoro sentir chuva começando e batendo no rosto, e mesmo ficar encharcada com ela, faz tempo que não faço isso. Me dá frio na barriga encontrar sempre o amado, e aí ver o quanto é grande o amor que sinto por ele, e sei que é recíproco. É tão bom saber que tem alguém te esperando, que tem alguém do seu lado, que tem alguém que te entende em 95% das situações. E mesmo assim, sem ser previsível, sem ser cansativo, ser complexamente um amor.

Pegar estrada, paisagens, expectativas, conhecer ou re-conhecer.

Expectativa, preocupação, ansiedade. Ai palavrinhas. Quando são em moderação, que delícia. Quando não, que desespero, parece que não há vida enquanto não acontece o que tem que acontecer.

Laços, que são impostos e nem sempre depois de livres queremos mais. Aprendi a lidar com eles e tenho grande facilidade em desvinculá-los. Bom eu não sei se é, mas que me deixa ser mais coerente com o que sinto e julgo correto, isso sim é bom.

Ligar o “foda-se” é a melhor coisa que podemos fazer sempre que não estamos bem. Se alguém conseguir isso sempre, me ensina, por favor.

Ser desencanado, encantado, entusiasmado, achar que tudo sempre vai dar certo. Ou não. Esses momentos são cíclicos, e querer enxergar onde não há luz ou tampar os olhos para as coisas mais hipócritas sem se importar com elas, é arte das grandes.

Quem mais fala de coerência é o mais incoerente, quem mais fala de justiça é o que sempre comete injustiças, quem sempre quer mais, tem menos. Mas que diabos é isso?

Sou eu.

Las ganas de decirte

Postado em 28/08/2008 cultura, pensamentos, relacionamentos 1 comentário »

No me acuerdo tan bien de mi español, pero tengo ganas de así escribir. Tal vez las ideas vengan más a los borbotones.

No tuve una vida difícil. Tampoco fácil. No tuve mi padre acerca, y mi madre se hice fuerte para ser mamá y padre. Comprendo. Creo que comprendo. Pero mi perspectiva es de hija. No de mujer o madre. No sé lo que es tener un padre acerca. Sé que quiero que mis hijos tengan un padre presente. No sé porqué, (o sí, claro) pero quiero. Y creo que encontré lo perfecto =)

Con mi mamá trabajando fuera siempre, y mi família sin unión, me hice fuerte desde niña, mismo llorando mucho a toda hora, lo que puede transmitir una idea de fragilidad. Si, así soy. Cuando adolescente, siempre estimé mi libertad. Me peleaba en demasia con mi madre por eso. Tuve un amigo que una vez me habló: Tienes mucha libertad, tú que no lo sabes.

Sé que con 10 años dice a mi madre que con 18 viveria sóla. Cierto, no se puede escribir lo que una niña de 10 años dice, pero es verdad que con 18 me fué. Me fué para lejos. Más de 400 kilómetros.

Y ahora, 3 años después, algunas veces preguntome si en alguna hora volvería. Y culpome porque la respuesta es siempre no. No tengo ganas de volver y nunca tuve. No sé porque. Se que fué la mejor cosa que he hecho.

Sé que no fui la hija perfecta, pero siempre fui una buena alumna y intenté no dar trabajo a mi mamá. Nunca me gustó la idea de quedarme en casa sólo porque soy hija, y no pienses que no me gustaría eso. Me encantaría tener muchas ganas de irme para casa, de hablar lo que siento, porque al final, no tuve padre para hacer eso, tampoco muchos amigos, y ahora, por Dios, tengo mi marido. Pero hace falta algo. Y a veces mi corazón se queda triste por eso.

Hace falta las ganas de intentar de nuevo, siempre. Hace falta el cariño que yo nunca quiso. Pero no lo quiso por alguna cosa, es claro. Hace falta la naturalidad. No quiero hablar con alguién pensando en pasos al frente. No, no quiero. No quiero más decir lo que hago o no, lo que pensó o no, con quién hablo o no. Tengo mi vida.

Sólo lejos, sólo 3 años después alcanzo esta claridad en mis pensamientos.

Los pensamientos que me atacan por veces también son los que me calman. Que así sea siempre. Todo bien, sé que otras veces estaré sóla con ellos, que tendré que aprender a olvidarlos más rápido que hoy. O no. No olvidarlos, pero tengo que acuerdar que vivimos en una sociedad donde es natural un hijo querer estar siempre con su madre y su madre siempre con su hijo. Pero ni todos son iguales. Yo no soy. Eres tú?

Respeitem os cabelos brancos

Postado em 17/08/2008 críticas, desabafo, pensamentos 2 comentários »

Sou adepta do respeito. Quando ficamos mais velhos, claro que algumas limitações aparecem, e cabe respeitarmos os que passam por isto agora para mais tarde sermos respeitados. Ok, todos sabemos disto, afinal, aprendemos desde pequenos a respeitar os mais velhos.

Tem gente que não respeita. Motorista de ônibus que não pára quando é velhinho pedinho pra subir, ou quando eles sobem o motorista dá uma daquelas arrancadas incríveis, quase matando os pobres senhores.

Agora, temos que ver os dois lados. A outra parte é que os idosos também têm que respeitar os outros, e muitos velhinhos parecem que esqueceram algumas palavrinhas básicas, como “obrigada” e “por favor”. Isso realmente me irrita. Sempre dou meu lugar quando vejo um idoso, ou tento ajudar dando passagem, coisas básicas que todos devemos fazer. Mas às vezes é demais, parece que para furar uma fila é um minuto e atropelar pessoas são dois. Sem pedir desculpas.

Tenho muito medo de ficar velha. É fato. Não tenho medo de morrer, eu acho, mas de ficar velha tenho horror. Tenho medo de ficar grossa, estúpida, achando que todos me devem favores. Tirando o fato de ter medo de não tomar banho todos os dias, e ficar com aquele cheirinho característico. Sei que o corpo não é o mesmo, mas quero tapetinhos, banquinhos e todos os inhos para tomar banho TODOS os dias. Isso é um acordo meu e do maridão da que vos fala.

Fala sério, passar a vida toda batalhando, fazendo o melhor, pra chegar no fim carrancudo? Ah não! Quero ser daquelas velhinhas fofas que fazem natação e beijam na rua, ^^.

Você fez isso!

Postado em 13/08/2008 pensamentos, relacionamentos 1 comentário »

[01]

Você fez isso!…

E pela sua cara pude ver que minhas acusações estavam certas. A ausência de atitude misturada com sua surpresa me confirmaram o que eu queria.

Não quero desculpas nem penso que essa situação possa ser revertida, mas aconteceu, e só serve para eu ter certeza que não posso confiar em ninguém a não ser em mim mesma.

Não… não precisa falar nada. Não quero ouvir. Sua voz me irrita profundamente e não há nada que você possa fazer pra me fazer bem. Vá embora. De uma vez por todas, vá embora. E faça o favor de nunca mais me procurar.

Volto pra casa desesperada pensando no que eu fiz pra merecer aquilo. Sempre fui boa, fiz meu melhor, e onde foi que eu errei? Não sou tão boa? Que infernos, será que sempre vou ser pior que tudo e todos?

O gosto salgado do choro entalado na garganta me sufoca, a cabeça pesa com tantas emoções juntas, parece que tem um bolo inteiro na minha garganta, e que não vou passar de hoje. Não quero mesmo. Até perceber que com o choro tenho o melhor dos sonos. Não parece tão ruim assim…

[02]

Você fez isso!…

Não posso acreditar que você fez isso! Por quê? Não posso acreditar, é verdade?

Não, acho que teve um erro, posso tentar explicar?

Apesar de ser muito difícil, fala logo o seu lado. Quero ouvir de você e ter certeza se é verdade.

Claro. Aconteceu isso, com tais pessoas envolvidas, em tal lugar, isso, isso e isso. Estou sendo o mais sincero possível. Não tenho porquê mentir pra você.

Tá bem. Ainda estou um pouco confusa, por favor, me dê um tempo, preciso pensar.

Claro, estou aqui para o que precisar, sempre que quiser.

Obrigada.

[01] - antes

[02] - agora

Não é fácil admitir nossos erros, e acima de tudo tentar melhorá-los. Alguém que incentive isso na gente faz muito bem. E a gente querer isso de outra pessoa talvez seja mais difícil ainda. Saber dar o conselho apropriado, mas acima de tudo sempre estar disposto a entender e ouvir. Não é fácil. Mas faz muito bem pra saúde mental. Minha e dele.

Viajandinha

Postado em 4/08/2008 pensamentos, viagem 2 comentários »

Ok, viajei no último post, mas como meu propósito é escrever o que me mexe um pouco, está de acordo com o propósito do brógui ;)

Belesminha, passado isso, hoje tou mais alto-astral, semi-pululante e bastante com sono. Hoje tive uma aula que o professor falou sobre uma coisa que eu sempre pensei. Vamos por partes.

Foi uma aula de Estruturas Discretas, e essas aulas têm sido de filosofia e forma de pensar, coisa que eu realmente gosto. E eu sempre pensei uma coisa, que quando a gente aprende as cores, é a visão da pessoa que me ensinou que foi utilizada como base. Tipo, se pra ela o nome “verde” foi atribuído ao verde que ela vê, automaticamente vou aprender que verde é verde. Simples, tipo, se a pessoa que ensinou na verdade chama de verde o azul, vou aprender o que ela vê, mas não necessariamente o verde que ela vê é realmente o verde. Dá pra entender? Quis dizer que a gente vai aprendendo o que talvez não corresponda a realidade, mas aí é muito bizarro pensar que o que aprendemos são apenas convenções, e que talvez nunca saberemos se o que vemos algum dia será exatamente a mesma coisa que outra pessoa vê….

Daí, eu que não entendo quase nada de filosofia, li ontem sobre um caso de uma menina anencéfala que viveu por quase dois anos (aqui). Então nossa vida não depende de cérebro? Como assim? Pára tudo! Como pode o serzinho ter chorado, ter tido fome, ter tido vontades de um bebê normal? As células têm todas essas informações e conseguiram sobreviver sem nenhum tipo de estímulo do cérebro? Ou a gente realmente traz informações em nossa “alma” de outras vidas, como diziam alguns filósofos, e só precisamos ser estimulados para relembrar?

Sei que é extremamente interessante tudo isso, e tou adorando! Como se uma janelinha se abrisse para um mundo gigante lá fora! E é o que Sócrates dizia, “só sei que nada sei”, porque quanto mais vou aprendendo as coisas, mais vejo o quão ignorante sou. Não que seja ruim, mas no mínimo dá uma pontinha de tristeza de saber que nunca vou poder saber tudo.

“Despreocupa-se e pensa no essencial”

Postado em 31/07/2008 pensamentos 1 comentário »

Esta frase de uma música da Marisa Monte (Gerânio - Universo Particular) cai como uma luva pra mim.

Não que eu já tenha sido classificada como bipolar, mas tenho certeza que se eu for a qualquer médico atual vai me dizer isso. Não tenho nada. Meu problema e meu prazer são os mesmos, pensar!

Claro, me irrita profundamente esse meu jeito de um dia estar bem e no outro não, mas claro, quando vou ver o que me deixou mal, certamente vou achar algo que foi dito e eu não gostei, mas que na hora ignorei e que depois esqueci de mudar a chave pra ficar bem de novo…. Dá pra entender? Ou também de alguma frustração, normal. Vejo que frustrações são bem comuns, das mais simples às mais complicadas. Mas não que seja algo ruim, acho que é pra ver que o mundo não gira tanto como a gente quer só.

Enfim, se penso no que realmente é essencial, meu, vou à Lua e volto em dois segundos!

Ando numa fase de desprendimento de mim mesma. Meu, como sou chata comigo! Pô, ando numa outra fase paralela (saca?) de não querer ser a “inha” de tudo, a bruninha, a bonitinha, a fofinha, a cuti-cuti, manja? Sei que meu 1,56m de altura não ajuda muito… Só que eu sei perfeitamente que se sou vista assim é porque faço alguma coisa, então não posso querer uma coisa sem antes querer mudar. Báááásico, como diz um amigo…

Uma vez um amigo que considero muito, que por mais que ele não saiba meio que o considero um irmão, me chamou a atenção pra uma coisinha que tento mudar desde então… Gosto de mostrar que fiz alguma coisa. É difícil pra mim admitir isso, mas não gosto de passar despercebida, e isso não é bom. Não é bom pra mim, diga-se de passagem. Pensa bem, porque se eu mesma não vir que me notaram, vou achar que sou uma bostinha de peixe… Complexo? Tá, vou procurar um psico da próxima vez, hehe!

Mas aí, quando penso nas causas dos meus problemas, ou pseudo-problemas, e que é tão idiota o fundamento deles, fico bem mais tranqüila e consigo até voltar a sorrir no mesmo dia, olha que show! =D
Mas isso eu agarantchu, tou num processo de mudança muito legal… é muito bom se descobrir mais!

Mudando de pato pra ganso, sei que o brógui tá meio bugado em umas partes, tá faltando colocar visivelmente o RSS e uma porrada de coisas, mas é que resolvi pegar um tema pronto do WP e mudar, mas acho que deu mais trabalho que se começasse do zero, então não tive saco pra mudar mais… Mas, em breve mudanças, inclusive, como meu super portifólio é giga e atualizado, pretendo mudar esse endereço direto pra raíz do site… So, em breve atualizações ;)
Também gostaria de agradecer a paciência de quem lê esses pensamentos, obrigada pelos comentários, fico pululante em lê-los =)

Aleatórios

Postado em 20/06/2008 pensamentos 3 comentários »

Acho tudo muito estranho
Andando pela rua vejo gente louca,
Sem se importar com nada
Alguém dormindo ali no chão sujo é coisa normal
Mas de tão normal, a reação alheia espanta
As pessoas calmas, as estressadas,
As que querem roubar e as que sonham
Os pensamentos vão e só vão, não voltam
Passam tão rápido que junto com o que vejo
O ideal seria ter uma câmera filmando minha mente por um dia
Daria história pro resto da vida
E ela, de tão cíclica que é, espanta
21 anos é pouco, há 10 tinha 11
Quanta mudança, era criança e nem tinha aquela coisa feminina mensal
Penso no quanto de medo desenvolvido
Medos que com 5 anos nem sonhava
Subia no trepa-trepa e ficava de cabeça pra baixo
E agora, nem subir uns andares mais pra cima dá mais
Ver velhos, me imaginar assim me mata
Sei, aproveitar o Presente, que é um presente de Deus
Fato é, vamos envelhecer, não vou ser mais bonita,
Os adolescentes vão me olhar com a cara que eu os olhava
“Tipo assim, você se acha o moderno, né? Se liga, meu”
O quanto me esforço pra conseguir algo
O quanto me acho incapaz e o quanto sou capaz
O que pensam de mim? Que se danem
Não, não se danem não. Quero saber
Sempre quis
Ideal, o que é?
O que fazemos, o que falamos, o que somos
Afinal é que não tem final
Seria melhor se tivesse? Só minhas cinzas saberão
Imaginar o que o outro tá pensando
Viver num tabuleiro de xadrez
Tantas jogadas na frente pra quê
Se liga, seja esperto, fique atento, tão querendo passar a perna
Que passem, que sejam
Não, não passem e não sejam
Assim vivo acordada dia e noite
Pra que nem entrem em casa de noite e me matem
Esses tais pensamentos

Professores

Postado em 10/06/2008 críticas, pensamentos 8 comentários »

Sempre tive admiração especial por meus professores. Acho uma profissão ingrata no Brasil, e ao mesmo tempo extremamente importante. As palavras de um, sejam boas ou não, sempre deixam marcas. É o exemplo, afinal.

Não sei se sou chata ou o quê, mas não costumo aceitar tudo muito quieta, e hoje, na faculdade, fiquei chocada com certas palavras da professora de Produção Gráfica. Lá o sistema é um pouco diferente, pois não é semestral, e sim trimestral. Todo fim de trimetre a coordenação nos encaminha um formulário de avaliação completo para preenchermos. Tivemos uma matéria com essa professora no primeiro e segundo trimestre, e na avaliação ela não foi muito bem e teve até uma reclamação pesada na coordenação contra ela, levando ela a nos falar e perguntar o que havia de errado. Isso quase entre lágrimas.

Passou quase um ano, e ficamos sabendo que ela voltaria a nos dar aula. Todos ficamos apreensivos, afinal já tínhamos a experiência. Ficamos um pouco receosos, não quisemos julgar nada, afinal essa matéria de agora é realmente a área dela, onde ela diz que trabalhou por vários anos, tal… Mesma coisa. Sabe aquele professor que não empolga, que não tem auto-confiança? Acho que é o que um professor precisa. Temos um outro que o pessoal reclama, de Projeto, mas o cara continua a aula dele. Todo mundo falando, foda-se, ele dá a aula na boa, não perde o fio, se alguém pergunta ele responde até vc tentar entender. Ela não. Vc pergunta e ela responde “ah, porque é assim”. Simples assim.

Hoje tivemos um trabalho final para entregar. A proposta dela foi cada um fazer um cardápio para um restaurante japonês novo. Tivemos que usar um software diferente do acostumado, o InDesign. Até aí, tudo bem, apesar de ter demorado mais de 2 meses pra conseguir instalar no meu computador. A super aula de iniciação ao software foi um ppt com as ferramentas e o que elas faziam. Zuper legal. Sussa, temos que realmente aprender ferramentas novas, o mercado tá aí pra isso. Contanto que realmente aprendamos [muito bem] o básico na facul, o resto temos que ir atrás, é isso aí.

Durante as aulas [maçantes] tivemos nas partes finais uma parte prática, e ela dava assistência. Então, na teoria, você teria feito todo o cardápio durante as aulas. Ou então, durante outras aulas, ham-ham, como vi gente fazendo e muito, pois não tinha conseguido o software pra instalar em casa ou não tinha máquina pra isso. Beleza, foi passada a idéia, pra maioria da classe, de que a parte impressa era fundamental. Óbvio, trabalho final caprichado = fim de semana e noites em claro. Dedicação, claro, só assim aprendemos.

Nas aulas, aprendemos a diagramar. Parte impressa, não. Nem como exportar decentemente pra PDF aprendemos, foi na marra. Isso que temos gente na sala que trabalha com impressão e também teve dificuldade.

Vamos aos fatos. Você não dá uma aula 100%, você não exige 100% do aluninho, como se ele tivesse a mesma experiência ou como se tivesse uma p… visão profissa e tudo fosse tão simples e fácil.

Quando chega uma determinada hora, a professora diz que precisamos ter isso, ter aquilo, que no mínimo tínhamos que ter uma impressora em casa. Detalhe, a faculdade tem um bom número de bolsistas ProUNI, que portanto estudou em colégio público no colegial e que só pra ir pra faculdade já é complicado. Tem gente muito boa lá, inclusive pessoal bolsista, porque estamos numa era em que a Internet é acessível, ainda mais numa faculdade de informática, e que portanto, não precisamos ir à França pra conhecer o Louvre.

Aí pergunto: “então temos que ser de elite pra ser designers?”. A resposta da professora, pro-fes-so-ra: “Ué, mas você não sabia? É claro que precisa ser, pois precisa viajar, ter uma experiência visual que não são todos que têm”. Acrescente a isso um tom de indignação da parte dela com minha pergunta.

Aí na avaliação do trimestre, TODAS as minhas respostas, visto que não é tomada atitude alguma sobre o tempo que gastamos preenchendo o formulário que seria para melhorar: Não Sei. Virei ignorante. Não sei mais nada.

Detalhe, ela mesma nos disse que será nossa professora novamente trimestre que vem.

Me vem uma frase à mente do Tropa de Elite, mãããs… pingo é letra, né?

[update] Hoje o coordenador do curso nos falou que estava indignado com a colocação da professora e disse que ela não nos dará mais aulas trimestre que vem. Devo também tomar cautela em dizer que nada é feito por lá. Muita coisa já foi feita sim, mas tem coisas a melhorar sempre. [/update]

Sobre qualquer coisa

Postado em 7/06/2008 pensamentos 1 comentário »

Hoje é daqueles dias que tenho vontade de escrever, mas é tanta coisa aleatória que nem sei por onde começar.

Como disse no meu “about”, não sou muito fã de leitura, mas também quando gosto é pra detonar. Meu bonitão me deu semana passada o “Adeus China - O último bailarino de Mao”. Tem 400 páginas. Li em 5 dias. Muito bom. Não conseguia parar de ler. É tão emocionante ver como o destino põe sua mãozinha no momento certo.

O livro é a autobiografia de Li Cunxin, onde ele conta sobre infância pobre, mas cheia de sonhos, e me levou a questionar muito sobre tudo o que reclamamos, sobre nosso senso crítico. É lindo o livro. Gostei muito, um dos meus preferidos.

Adeus China - Li Cunxin

Outra coisa que aprendi nesse livro é o quanto somos forçados a alguma coisa e o quanto alguém é responsável para que gostemos de algo. Simples, tenho uma professora de Percepção Visual que me empolga a todo o minuto, que faz a gente ver a diferença entre o óbvio e o sutil. Fantástica. A única aula que não perco por nada. Tenho outros que não sabem transmitir a matéria de uma maneira agradável, e que simplesmente abomino acordar e pensar que vou ter essa aula.

É bom ler livros que empolgam. Sei que sou privilegiada por ter esse acesso que é tão restrito no Brasil. Temos que aproveitar mais, nos esforçarmos mais.

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