Depois de um longo e tenebroso inverno…
Postado em 19/09/2008 críticas, desabafo, facul
Pois é, pessoas, finalmente consegui mudar de host e transferir direitinho o bd dele pro novo [/orgulhosa off]
Então agora posso escrever com segurança que não vou perder nada.
Esses dias têm sido corridos, mas agora, tudo tranqüilinho e é só curtir!
Não sei bem sobre o que escrever, mas como meu mundinho atual tem girado mais em torno da facult, é sobre ela que vou escrever.
You know, babe, eu estudo no “Infnet, modéstia à parte”. Faço parte da Primeira Turma de Design Gráfico, ó que chique, benhê. Não tão chique quanto possa parecer. Quando cheguei ao Rio fui trabalhar numa empresa onde todos gostavam do Instituto e eu tinha boas referências de lá. Nunca tinha me tocado que eram pessoas que tinham feito coisas relacionadas a TI, que realmente, me parece ser bem superior lá.
Well, vou falar das coisas positivas: Se você tá a fim de certificação, legal, lá é seu lugar. Mas saiba que mesmo eles focando em certificações, você vai ter que estudar, e muito, por conta própria. A infra-estrutura é show, pelo menos para as aulas das graduações: telas de LCD, acho que 17 polegadas, tem tablet (apesar de em mais de ano termos usado 3 vezes, no máximo), e uma máquina bem boa de capuccino, com o café moído na hora. Bem, o que me chamou a atenção para querer fazer lá minha graduação, além de ser em 3 anos, é o curriculum (clica aqui pra ver). Show de bola né? Foi o que pensei! E quando passei no vestiba, lembro como se fosse hoje da felicidade que senti! Muito bom, nossa, vou ser A profissional, isso e aquilo…
Mãããs, não é bem assim, né, people… Tem muita, mas muita coisa que penamos até hoje porque somos a tal Primeira Turma, então acabamos bem ou mal sendo um teste pra eles. Ok, não tou dizendo que somos cobaias, não com uma intenção real deles, manja? Mas acabamos sendo, de alguma forma. E digo o porquê. Quando fizemos o vestibular, foi nos avisado que caso não passássemos na prova de Inglês, seria feito um nivelamento por um semestre, gratuitamente, para os alunos. Nossa, isso aumentou ainda mais minha expectativa. E claro, não passei no Inglês (podem rir, sou mó mané mesmo =D). Fiz o nivelamento, na época com meu querido professor CAT (queridíssimo mesmo), e gostei muito. Com o tempo, fui percebendo que o que minha turma precisava mesmo, não era de um nivelamento de inglês, e sim de ferramentas, como DreamWeaver, Photoshop, e coisas do gênero, coisas que fazem muita diferença para uma turma seguir bem ou não. E nossa turma não seguiu bem. Segue, até hoje, de maneira irregular, com uns muito fortes, uns muito fracos, e uns muito medianos. Ou seja, pra quê mesmo o nivelamento de inglês? Lembram de uma palavrinha mágina que começa com Market e termina com seu gerúndio? Hmmm….
Bem, e no primeiro trimestre, WebDesign! U-hu! Paixãozitcha da que vos fala. Esta matéria seguiu por 3 trimestres. E aprendemos, aprendemos…. aprendemos um monte de DreamWeaver. Certificação, galera, é isso que você tem que saber. Macetes, isso e aquilo. Vai ali na empresa e diz que manja de DW, vai. Boa sorte! Teoria da Cor… Que massa! Matéria mega importante pra nossa profissão, nops? Pois é. A primeira aula foi uma maravilha, lindos slides e uma mega expectativa. Até a segunda, terceira aula. Tchau, descartada mais uma. Até o terceiro tri chegar e a melhor professora ever entrar. Bianca Martins. Esta sim fez toda a diferença. Encho a bola mesmo. Apaixonada pelo que faz, ensinou muito. Enfim, fizemos que fizemos e conseguimos ter 1 ano de aula com ela direto. Uma fofa. E hoje, infelizmente, foi o último dia de aula que ela nos deu. Well, em paralelo à Bianca, temos duas matérias que nos acompanham quase até o fim do curso. Parágrafos novos.
Gestão de Projetos. Cool. Certificação PMI. Tenho amigos que entraram lá por causa desta matéria, e um deles até gosta da matéria. Enfim, sei que neste trimestre, 70% tá reprovada. Eles têm a chance de uma prova final, e é bem provável que passem, nunca vi reprovação por lá, seja por falta, seja por conhecimento. Mas enfim, o que tenho a dizer é que praticamente 90% da nota é por duas provas objetivas, onde é cheia de pegadinhas e segue o perfil da certificação do PMI. Legal, né? E 10% da nota é por um trabalho, onde você realmente aplica o que você aprendeu durante 3 meses. Pensei que eu ia sair de lá sabendo o que é gerir um projeto, e não tendo uma certificação de decoreba, por mais que isso faça a diferença no mercado. Somos cabeças pensantes, e se isso não é incentivado, que ânimo pode me dar?
Ingrês. Tanto, tanto e tanto por nada. Nivelamento de inglês? Legal, metade das pessoas que realmente precisavam saiu na metade ou nem começou. Adiantou? Nada. A turma é mega desnivelada ainda e as aulas seguem num ritmo descompassado com a necessidade que realmente temos no nosso dia-a-dia de saber a língua dos yankees.
E é isso, garela (como diz uma sobrinha fofíssima). O que eu posso perceber, e pelo que ouço, é que nossa turma apanha mesmo, e que as outras seguintes já têm belas melhorias, mas é nessa que estou, e é dessa que falo. Se você pensa em fazer Design lá, de boa, não recomendo. Mas procure outras opiniões de outras turmas. Espero estar enganada.
O que eu consigo perceber é que realmente temos a maioria dos professores muito bons, mas que sei lá porque desanimam logo, e acabam dando uma aula muito “má o meno”. E temos outros que não são mesmo. Parei de reclamar por lá. Somos conhecidos por “reclamões”, e sei que faço parte destes, então, o que me resta é esperar o diploma.
22/09/2008 às 9:59 am
É realmente uma pena que as coisas não andem bem na facul. Pior ainda acho que é esta fama de reclamões, porque sei que as reclamações não são feitas sem motivo. Então, isto deveria ser visto como algo positivo pela faculdade… Mas, não se desanime! Continue lutando pelos seus direitos e corra atrás independente de qualquer coisa, porque vc é boa demais pra ficar desmotivada por causa desta postura da facul.
23/09/2008 às 12:05 am
É bruna, vc falou tudo como sempre! Gestão é uma materia que me desmotiva muito desde o inicio porque eu sempre tive a visão de gestão como uma materia bem pratica e nao “decoreba” como esta sendo passada! Esta sendo doído ter que ler textos e mais texto e mais questionários sem ter a visão prática nisso tudo. Acho que devia ter nivelamento de quase todos o programas envolvidos em nossa graduação. Porque é muito dificil vc ensinar, por exemplo, conceito de animação pra web e ao mesmo tempo ensinar os “macetes” do Flash pra pessoas que sabem muito, mediano e pouco. Sempre fica alguem “boiando” por mais que preste a maior atenção! O Infnet realmente é marketing “bem feito” por pessoas que que falam muito nas propagandas e nao falam nada como “ouvintes” no trabalho dos alunos. E nóis continuamos tentando , tentando nadar numa praia cercada de tubarões!
3/10/2008 às 4:11 pm
Opa! Nunca pensei que escreveria um comentário por aqui, BLOG da minha querida amiga Bruna, Bruninha, mas aqui estou, sei lá fazendo o quê, pois pra mim o assunto é delicado, além de aluno sou professor do Instituto há mais de cinco anos…
Breve histórico: Por volta do ano 2000, resolvi fazer a formação Web no Instituto, já militava no campo da Programação Visual (prefiro chamar assim) há muito tempo, mas sempre na coisa impressa, queria saber como rola esse mundo web e entrar de mansinho, afinal é sempre bom saber e aumentar a oferta para os clientes. Pois bem ao final da formação fui treinado, fiz aula teste e me tornei professor do Instituto, levado pelas mãos do Caetano Mauro, meu professor e figura ativa na instituição. Daí foi só felicidade! Pô me encontrei, dar aula era tudo que eu queria e ainda quero, com o tempo o Instituto se tornou faculdade e eu até então autodidata total na matéria há mais de 25 anos me aventurei e voltei a ser aluno.
Felicidade passei no vestibular, mas a faculdade ela é particular, particular ela é particular…. (pequeno burguês – Martinho da vila)
Ô Galera mesmo sendo professor do Instituto eu pago a faculdade ta!
Hêêê!!!!!!!!! Como já diria a já citada Bianca Martins (professora de raiz), acabei o histórico….
Muita gente, minha primeira impressão, sala enorme, super bem montada totalmente cara de TI , diga-se de passagem, começou o curso e agora vamos lá.
Cobaias!!!!!!!!!!!!!! Vamos aos altos:
cobaia
[Do lat. cient. cobaya, cobaea, de uma língua indígena americana.]
Substantivo feminino.
1.Zool. Mamífero roedor caviídeo (Cavia porcellus), originário da região andina, e hoje conhecido apenas em estado doméstico, sendo tb. us. em laboratório para fins experimentais. Mede cerca de 25cm, tem corpo robusto, pernas curtas, orelhas pequenas e a cauda é ausente. [Sin.: porquinho-da-índia, preá-da-índia.]
2.Fig. Campo ou objeto de experiência:
Não me amava: eu era apenas uma cobaia sua.
Não me sinto um porquinho da Índia! A bruninha parece um pouco… Brincadeira heim! Minha amiga em questão é brava pra cacete!
Mas de fato ela tem razão em vários pontos, não em todos, mas como formadora de opinião que é, tem uma responsabilidade enorme, e é nesse ponto que gostaria de chegar:
Bruna você jamais pode cruzar os braços! A senhora é parte fundamental na construção desta história e isso que tem que entrar definitivamente na cabeça dos meus colegas.
pioneiro
[Do fr. pionnier, ‘soldado sapador’, ‘explorador de sertões’.]
Substantivo masculino.
1.Explorador de sertões; o primeiro que abre ou descobre caminho através de região mal conhecida.
2.Fig. Precursor (5):
“Garrett …. é o grande pioneiro da escola e da psicologia romântica entre nós” (Álvaro J. da Costa Pimpão, Gente Grada, p. 1).
Adjetivo.
3.Diz-se de obra, serviço, iniciativa, idéia, etc., que se antecipa ou abre caminho a outros iguais ou similares:
instituição pioneira;
empreendimento pioneiro.
Não é mais tranks…..(como vocês gostam de falar)
A verdade é que as turmas que vem a seguir estão adorando, então prestem a atenção no papel significativo de Bruna e companhia, fazer história, não poderia ser diferente.
Se a tal da teoria da cor não foi boa, minha turma gritou, esperneou e ajeitou!
Que vem atrás adora…
E minha turma fica prejudicada?
Só se cruzar os braços….
Pô mas cansa?
É….
Mas alguém diga alguma coisa sólida construída na vida que não seja exaustiva…
Então…
Grite, brigue, reclame saia na porrada mas jamais coma o morno (Lembra do começo do curso), e retire disso tudo uma grande profissional junto com muitos outros da mesma turma.
Digo pra você com alguma experiência que julgo ter (sei lá se tenho), no final de tudo esta turma vai sentir orgulho de ter sido a primeira e de ter sido cobaia e pioneira e nada melhor que conhecer os defeitos sem idealização (um dos principais defeitos que podemos deparar) para assim seguir em frente sem errar.
Beijos
4/10/2008 às 7:47 pm
Bom, como assíduo visitante deste blog, acompanhando de perto tudo o que acontece, e também pela minha experiência como professor universitário, queria fazer uns comentários sobre o que o Fernando comentou.
Concordo que não se deve desistir de reclamar, como sei que a Bruna tem feito desde o início, por estar preocupada em ter a melhor formação possível. Mas, ao mesmo tempo, entendo o lado dela, porque reclamar sempre, sem ser devidamente ouvido, cansa. Então, acho que a reclamação deve continuar sendo feita, sempre que necessário. Mas espera-se que, no mínimo, as reclamações sejam levadas em consideração.
É claro que ser a primeira turma representa grandes dificuldades. E é normal que as turmas que tëm vindo posteriormente se beneficiem das reclamações feitas pela sua turma. A questão é que não concordo que se deva ter orgulho de ter sido cobaia para ajudar as outras turmas. Esta ajuda é uma conseqüência da busca pela melhoria das aulas da própria turma!! Então, se a turma reclama, a faculdade tem que ouvir e resolver os problemas rapidamente e não esperar que outras turmas venham pra tentar melhorar. Em um curso trimestral, se não houver uma integração e boa vontade para ouvir e resolver rapidamente os problemas, cria-se uma situação em que a primeira turma nunca será devidamente respeitada. E, convenhamos, se era pra ter uma turma de cobaias, que contratassem alunos ou colocassem os funcionários e professores da faculdade pra fazerem parte da primeira turma.
Como professor, sempre tive humildade de ouvir as opiniões da turmas e ver o que poderia ser melhorado. E isto tem que ser visto como algo positivo. É claro que sempre tem gente que reclama por reclamar ou porque quer moleza. Mas, não é difícil saber quais as críticas que valem e as que devem ser desconsideradas. Então, espero que a faculdade tenha esta humildade e, mais que isto, este compromisso de ouvir e resolver os problemas. Isto é importante não só para os alunos, mas também para a reputação da faculdade e para o seu próprio desenvolvimento, se o objetivo é ser uma instituição séria.
6/10/2008 às 3:03 pm
Kiko Acho que fui não fui bem interpretado…
6/10/2008 às 5:56 pm
Fer, de boa, eu entendi como o Kiko, e isso que eu nem tava perto quando ele comentou, vc sabe disso.
Pelo seu comment, o que ficou parecendo a grosso modo é que sentiremos orgulho pelo sucesso dos outros, e não do nosso próprio, porque se reclamo é para ter um benefício para nossa turma, não? Claro que é bem legal ver as outras turmas tendo outros professores ou as matérias tendo sido dadas de outra maneira, mas eu acho que as coisas poderiam ser resolvidas mais rapidamente sim, até para um uso nosso, mas como é sempre a mesma coisa, alguns reclamando e outros ficando na mesma, vou acabar indo para a mesma, porque uma hora cansa. Espero mesmo conseguir manter isso, porque ME estressa, e vocês sabem bem disso. Se fosse pra ser um curso experimental, para irmos vendo o que tava bom ou não e ir melhorando conforme o curso evoluísse, que fosse gratuito, não?
Enfim, Fer, a gente falou super de boa mesmo o que a gente entendeu, aqui é um espaço democrático e fique à vontade para responder ou contestar, belezinha?
Beijos!