Viajandinha

Postado em 4/08/2008 pensamentos, viagem 2 comentários »

Ok, viajei no último post, mas como meu propósito é escrever o que me mexe um pouco, está de acordo com o propósito do brógui ;)

Belesminha, passado isso, hoje tou mais alto-astral, semi-pululante e bastante com sono. Hoje tive uma aula que o professor falou sobre uma coisa que eu sempre pensei. Vamos por partes.

Foi uma aula de Estruturas Discretas, e essas aulas têm sido de filosofia e forma de pensar, coisa que eu realmente gosto. E eu sempre pensei uma coisa, que quando a gente aprende as cores, é a visão da pessoa que me ensinou que foi utilizada como base. Tipo, se pra ela o nome “verde” foi atribuído ao verde que ela vê, automaticamente vou aprender que verde é verde. Simples, tipo, se a pessoa que ensinou na verdade chama de verde o azul, vou aprender o que ela vê, mas não necessariamente o verde que ela vê é realmente o verde. Dá pra entender? Quis dizer que a gente vai aprendendo o que talvez não corresponda a realidade, mas aí é muito bizarro pensar que o que aprendemos são apenas convenções, e que talvez nunca saberemos se o que vemos algum dia será exatamente a mesma coisa que outra pessoa vê….

Daí, eu que não entendo quase nada de filosofia, li ontem sobre um caso de uma menina anencéfala que viveu por quase dois anos (aqui). Então nossa vida não depende de cérebro? Como assim? Pára tudo! Como pode o serzinho ter chorado, ter tido fome, ter tido vontades de um bebê normal? As células têm todas essas informações e conseguiram sobreviver sem nenhum tipo de estímulo do cérebro? Ou a gente realmente traz informações em nossa “alma” de outras vidas, como diziam alguns filósofos, e só precisamos ser estimulados para relembrar?

Sei que é extremamente interessante tudo isso, e tou adorando! Como se uma janelinha se abrisse para um mundo gigante lá fora! E é o que Sócrates dizia, “só sei que nada sei”, porque quanto mais vou aprendendo as coisas, mais vejo o quão ignorante sou. Não que seja ruim, mas no mínimo dá uma pontinha de tristeza de saber que nunca vou poder saber tudo.

“Despreocupa-se e pensa no essencial”

Postado em 31/07/2008 pensamentos 1 comentário »

Esta frase de uma música da Marisa Monte (Gerânio - Universo Particular) cai como uma luva pra mim.

Não que eu já tenha sido classificada como bipolar, mas tenho certeza que se eu for a qualquer médico atual vai me dizer isso. Não tenho nada. Meu problema e meu prazer são os mesmos, pensar!

Claro, me irrita profundamente esse meu jeito de um dia estar bem e no outro não, mas claro, quando vou ver o que me deixou mal, certamente vou achar algo que foi dito e eu não gostei, mas que na hora ignorei e que depois esqueci de mudar a chave pra ficar bem de novo…. Dá pra entender? Ou também de alguma frustração, normal. Vejo que frustrações são bem comuns, das mais simples às mais complicadas. Mas não que seja algo ruim, acho que é pra ver que o mundo não gira tanto como a gente quer só.

Enfim, se penso no que realmente é essencial, meu, vou à Lua e volto em dois segundos!

Ando numa fase de desprendimento de mim mesma. Meu, como sou chata comigo! Pô, ando numa outra fase paralela (saca?) de não querer ser a “inha” de tudo, a bruninha, a bonitinha, a fofinha, a cuti-cuti, manja? Sei que meu 1,56m de altura não ajuda muito… Só que eu sei perfeitamente que se sou vista assim é porque faço alguma coisa, então não posso querer uma coisa sem antes querer mudar. Báááásico, como diz um amigo…

Uma vez um amigo que considero muito, que por mais que ele não saiba meio que o considero um irmão, me chamou a atenção pra uma coisinha que tento mudar desde então… Gosto de mostrar que fiz alguma coisa. É difícil pra mim admitir isso, mas não gosto de passar despercebida, e isso não é bom. Não é bom pra mim, diga-se de passagem. Pensa bem, porque se eu mesma não vir que me notaram, vou achar que sou uma bostinha de peixe… Complexo? Tá, vou procurar um psico da próxima vez, hehe!

Mas aí, quando penso nas causas dos meus problemas, ou pseudo-problemas, e que é tão idiota o fundamento deles, fico bem mais tranqüila e consigo até voltar a sorrir no mesmo dia, olha que show! =D
Mas isso eu agarantchu, tou num processo de mudança muito legal… é muito bom se descobrir mais!

Mudando de pato pra ganso, sei que o brógui tá meio bugado em umas partes, tá faltando colocar visivelmente o RSS e uma porrada de coisas, mas é que resolvi pegar um tema pronto do WP e mudar, mas acho que deu mais trabalho que se começasse do zero, então não tive saco pra mudar mais… Mas, em breve mudanças, inclusive, como meu super portifólio é giga e atualizado, pretendo mudar esse endereço direto pra raíz do site… So, em breve atualizações ;)
Também gostaria de agradecer a paciência de quem lê esses pensamentos, obrigada pelos comentários, fico pululante em lê-los =)

São Paulo, Rio, Rio, São Paulo

Postado em 26/06/2008 Rio, Sampa, cultura 7 comentários »

No fim de julho fará 3 anos que moro no Rio de Janeiro. Vim porque quis e não, não tinha nada que me fizesse vir pra cá. Por exemplo, nunca tinha vindo pra cá, não conhecia ninguém, não tinha emprego e não pensei em faculdade. Maluca mesmo.

Mas há um tempo estava pensando em escrever meus pareceres sobre “eixxxxta” terra =D

O pessoal do Rio é mais comunicativo, e sem muita cerimônia. Uma grande parcela da população já vai falando com você, como se concordasse com ela ou já a conhecesse há um bom tempo. Não me importei com isso, mas em Sampa é mais difícil isso acontecer.

Ponto de partida pra qualquer desempregado: Centro da cidade. Rua do Ouvidor. Não entendia porque sempre pingava quando estava na rua, até olhar pra cima e ver que 90% dos prédios têm muuuiiiiitos aparelhos de ar condicionado. Tipo, em Sum Paulo não tem nem metade do que se vê por aqui, o motivo é óbvio. Faz muito mais calor aqui que ali. Apesar de há uns 2 anos achar que em São Paulo também faz muito calor, também faz muito mais frio, e os tempos de calor são mais intensos, porque não temos o mar tão perto, então costuma fazer aquele calor muito abafado mesmo. Aqui no Rio não, é aquele calor de suar muito, mas se você estiver de short e camisetinha e tomar uma água de côco, passa super de boa, porque em todo lugar tem ar condicionado.

O metrô. Ok, o do Rio é maior e tem ar condicionado, mas pra mim o de São Paulo é mais rápido, mais limpo (apesar do Rio também ser) e mais charmoso. Não concordo com quem diz que em São Paulo a linha do metrô é enorme. Não, não é. O Rio é muito menor, por isso não tem tanta linha nem tanta opção. Em São Paulo, comparando, deve abranger uns 20% a mais que o do Rio, só.

A pizza daqui não chega nem no chulé da de São Paulo. Que saudade eu sinto disso. Pizza de escarola? Ham? O que é escarola? Até hoje não sei como falar isso aqui. Por um tempo achei que escarola era chicória, mas me informaram que não, que são parecidas mas não é a mesma coisa. Como assim? Escarola, tão básico em Sampa… E a pizza de calabresa então? Fique feliz se vier com 10 calabresinhas =/

Motoristas. Ou pilotos, como são chamados por aqui, hehehe. Só para terem idéia, demorei praticamente 1 ano pra me acostumar com o jeito de dirigir carioca. Pegar um ônibus é uma aventura, segure-se bem. Aqui os ônibus são da rede privada, então os “pilotos” têm que cumprir hora e chegar muito rápido de um lugar a outro da cidade. Em compensação, aqui tem muito mais linhas, que passam muito mais freqüentemente. Raramente precisei esperar mais de 10 minutos por um ônibus, sendo que em São Paulo é normal esperar 40 minutos. Melhor ir a pé, hehe!

Trânsito. Claro, São Paulo perde muito fácil. Se me estressei por causa de trânsito umas 3 vezes aqui no Rio em 3 anos, em São Paulo me estresso umas 3 por semana, ou mais.

Violência. Nem entro no mérito, as duas são muito perdedoras. Talvez a polícia de São Paulo seja mais eficiente e um pouquinho menos corrompida, mas também tenho minhas dúvidas. Uma amiga do Rio sempre me disse que caso eu fosse roubada e quisesse ajuda dos policiais, pra eu dizer a eles que foi roubado uma boa quantia em dinheiro, que aí eles vão atrás. Já vi assaltos em São Paulo e no Rio. Talvez a diferença seja que no Rio é muito mais fácil ouvir um tiroteio e estar bem mais exposto a isso do que em São Paulo, que é mais na periferia.

Acho o Rio tão caro quanto São Paulo, acho mito quem diz que São Paulo é bem mais caro. Morei de Copacabana a Tijuca, e vejo que os preços são bem parecidos. Mas o salário eu acho mais baixo. Tá certo que trabalhei pouco tempo em São Paulo, mas sem nenhum estudo (superior) ganhava mais que meu segundo emprego já na faculdade, que não era estágio.

Aqui é facinho de você ver um artista, e como boa paulistana, sempre que dá e vejo que não vou atrapalhar tanto, peço pra tirar fotos. =D

Também no Rio é muito mais fácil você conhecer alguém que conhece outro alguém que é justamente um conhecido seu. O Rio é uma azeitona, e sem caroço, ainda mais nesse mundinho web.

Ainda gosto mais da Folha que do Globo, mas passei a gostar mais do oglobo.com.br que do UOL. Passei a tomar muito mais mate, é facinho encontrar aqui, e barato. Passei a andar de Havaianas na rua, u-hu! Ninguém me encara aqui quando tou de short e camiseta, em qualquer lugar da cidade. Em São Paulo rola sim um certo preconceito quando não se está bem vestido.

Sinto falta das trufas de São Paulo, que são baratas e deliciosas, além do Black Dog e da Paulista. Passei a gostar mais da natureza, a ser menos estressada. Gosto muito das duas cidades, mas até hoje não consigo me sentir em casa aqui. Cada vez que vou pra São Paulo é como se tivesse voltanto pra casa, e dá um aperto no peito ter que voltar, apesar do Rio ter me recebido de braços abertos e me conquistado fácil.

É isso! Contem também o que acham dessas duas cidades mágicas ;)

Aleatórios

Postado em 20/06/2008 pensamentos 3 comentários »

Acho tudo muito estranho
Andando pela rua vejo gente louca,
Sem se importar com nada
Alguém dormindo ali no chão sujo é coisa normal
Mas de tão normal, a reação alheia espanta
As pessoas calmas, as estressadas,
As que querem roubar e as que sonham
Os pensamentos vão e só vão, não voltam
Passam tão rápido que junto com o que vejo
O ideal seria ter uma câmera filmando minha mente por um dia
Daria história pro resto da vida
E ela, de tão cíclica que é, espanta
21 anos é pouco, há 10 tinha 11
Quanta mudança, era criança e nem tinha aquela coisa feminina mensal
Penso no quanto de medo desenvolvido
Medos que com 5 anos nem sonhava
Subia no trepa-trepa e ficava de cabeça pra baixo
E agora, nem subir uns andares mais pra cima dá mais
Ver velhos, me imaginar assim me mata
Sei, aproveitar o Presente, que é um presente de Deus
Fato é, vamos envelhecer, não vou ser mais bonita,
Os adolescentes vão me olhar com a cara que eu os olhava
“Tipo assim, você se acha o moderno, né? Se liga, meu”
O quanto me esforço pra conseguir algo
O quanto me acho incapaz e o quanto sou capaz
O que pensam de mim? Que se danem
Não, não se danem não. Quero saber
Sempre quis
Ideal, o que é?
O que fazemos, o que falamos, o que somos
Afinal é que não tem final
Seria melhor se tivesse? Só minhas cinzas saberão
Imaginar o que o outro tá pensando
Viver num tabuleiro de xadrez
Tantas jogadas na frente pra quê
Se liga, seja esperto, fique atento, tão querendo passar a perna
Que passem, que sejam
Não, não passem e não sejam
Assim vivo acordada dia e noite
Pra que nem entrem em casa de noite e me matem
Esses tais pensamentos

100 anos da imigração japonesa

Postado em 18/06/2008 cultura, história 2 comentários »

Saiu hoje, 18 de junho de 2008, uma reportagem no caderno da Folha especial sobre a Imigração. Em uma parte saiu uma foto grande dos avós do Kiko, maridão da que vos fala. Inclusive o Kiko parece muito esse avô, tem fotos que seria difícil saber quem é quem se não fossem as fotos preto e branco.

Parabéns aos nipônicos desse brasil, que contribuem para um país melhor e que deixaram de lado suas terras para se aventurarem por aqui e por aqui ficaram!

Tenho muito orgulho de ser casada com um descendente de japoneses!

Segue matéria:

Casamento pioneiro uniu carioca e japonês “Manoel”
TEREZA YOSHINAGA NOVAES
DA REPORTAGEM LOCAL

Takeo Iwabuchi chegou à praça Mauá, na zona portuária do Rio, em 1912, aos 22 anos. Deixou a família em Aomori, norte do Japão, e veio para o Brasil depois de receber uma carta de um amigo imigrante.
Seus bens se resumiam a peças de seda e parte de uma herança.
Iwabuchi se instalou com outros conterrâneos em uma pensão. Da sua janela, o recém-chegado observava o movimento da rua e uma moça, que trabalhava como vendedora em uma loja em frente, lhe chamou a atenção. Era Jurema de Araújo, carioca filha de portugueses.
Pouco tempo depois, Iwabuchi se mudou para a pensão da família Araújo, em São Cristovão, e começou a namorar Jurema. Em três anos, decidiram se casar. A notícia do noivado se espalhou pelo bairro e os vizinhos perguntavam aos pais da noiva como eles permitiriam que a filha se casasse com um japonês, afinal ninguém sabia “que gente era essa”.
A união não abalou os Araújo, a matriarca já era chamada de mãe por Takeo. E ele foi rebatizado Manoel pela família.
Depois do casamento, em 1918, o casal se mudou para São Paulo, onde causava estranheza na comunidade nipônica.
“Ele não foi o primeiro a se casar com uma brasileira. Sei de outro casamento em 1912, no Rio, mas em SP foram os primeiros”, diz Paulo Iabutti, 85, um dos sete filhos do casal.
Em fotos de eventos da comunidade, Jurema aparece como a única “gaijin”. Ela se adaptou à cultura, aprendeu os pratos prediletos do marido e fez com que o bacalhau entrasse na lista de seus favoritos.

[Folha de São Paulo, 18/06/2008]

Love, love, love….

Postado em 12/06/2008 relacionamentos 5 comentários »

Hoje, 12 de junho, dia dos namorados no Brasil.

Há pouco tive um insight e descobri porque no resto do mundo o dia dos namorados é em fevereiro e aqui em junho. Tá, posso ser uma pastel e ser a última que descobriu isso, mas tenho quase certeza que é porque em fevereiro temos Carnaval, e em junho não teríamos nada… Acertei?

Fato é que é muito gostoso ter um namorado pra chamar de seu, ou um maridão pra chamar de meu, ham-ham…. Ou se não, ser solteira(o) e gostar disso ou estar a procura de um(a) namoradão(ona).

Gosto do clima romântico nas ruas e das pessoas comprando coisas que seus parceiros gostem, seja um docinho ou uma jóia. Acho que deveríamos ter mais dias dos namorados. Eu, pelo menos, fico toda boba procurando alguma coisa legal pro meu bonitão, pensando se ele vai usar, se vai gostar…

Tive relacionamentos anteriores que só me marcaram negativamente. Cheguei a pensar em ser lésbica, devido à cafajestagem masculina alheia. Fui traída sim, já fui super de boa com os caras, já tive meus momentos extremos de ciúmes e já jurei que nunca mais teria um relacionamento sério com nenhum outro homem. Tolinha…. me aparece um japonês todo-fofo, lindo, tesão, bonito e gostosão… ui… Mudou minha cabeça. Completamente.

Enfim, que os namorados se amem e se respeitem, sempre. Sejam felizes acima de tudo. É possível acreditar no amor, não é ótimo?

Feliz dia dos namorados!

Professores

Postado em 10/06/2008 críticas, pensamentos 8 comentários »

Sempre tive admiração especial por meus professores. Acho uma profissão ingrata no Brasil, e ao mesmo tempo extremamente importante. As palavras de um, sejam boas ou não, sempre deixam marcas. É o exemplo, afinal.

Não sei se sou chata ou o quê, mas não costumo aceitar tudo muito quieta, e hoje, na faculdade, fiquei chocada com certas palavras da professora de Produção Gráfica. Lá o sistema é um pouco diferente, pois não é semestral, e sim trimestral. Todo fim de trimetre a coordenação nos encaminha um formulário de avaliação completo para preenchermos. Tivemos uma matéria com essa professora no primeiro e segundo trimestre, e na avaliação ela não foi muito bem e teve até uma reclamação pesada na coordenação contra ela, levando ela a nos falar e perguntar o que havia de errado. Isso quase entre lágrimas.

Passou quase um ano, e ficamos sabendo que ela voltaria a nos dar aula. Todos ficamos apreensivos, afinal já tínhamos a experiência. Ficamos um pouco receosos, não quisemos julgar nada, afinal essa matéria de agora é realmente a área dela, onde ela diz que trabalhou por vários anos, tal… Mesma coisa. Sabe aquele professor que não empolga, que não tem auto-confiança? Acho que é o que um professor precisa. Temos um outro que o pessoal reclama, de Projeto, mas o cara continua a aula dele. Todo mundo falando, foda-se, ele dá a aula na boa, não perde o fio, se alguém pergunta ele responde até vc tentar entender. Ela não. Vc pergunta e ela responde “ah, porque é assim”. Simples assim.

Hoje tivemos um trabalho final para entregar. A proposta dela foi cada um fazer um cardápio para um restaurante japonês novo. Tivemos que usar um software diferente do acostumado, o InDesign. Até aí, tudo bem, apesar de ter demorado mais de 2 meses pra conseguir instalar no meu computador. A super aula de iniciação ao software foi um ppt com as ferramentas e o que elas faziam. Zuper legal. Sussa, temos que realmente aprender ferramentas novas, o mercado tá aí pra isso. Contanto que realmente aprendamos [muito bem] o básico na facul, o resto temos que ir atrás, é isso aí.

Durante as aulas [maçantes] tivemos nas partes finais uma parte prática, e ela dava assistência. Então, na teoria, você teria feito todo o cardápio durante as aulas. Ou então, durante outras aulas, ham-ham, como vi gente fazendo e muito, pois não tinha conseguido o software pra instalar em casa ou não tinha máquina pra isso. Beleza, foi passada a idéia, pra maioria da classe, de que a parte impressa era fundamental. Óbvio, trabalho final caprichado = fim de semana e noites em claro. Dedicação, claro, só assim aprendemos.

Nas aulas, aprendemos a diagramar. Parte impressa, não. Nem como exportar decentemente pra PDF aprendemos, foi na marra. Isso que temos gente na sala que trabalha com impressão e também teve dificuldade.

Vamos aos fatos. Você não dá uma aula 100%, você não exige 100% do aluninho, como se ele tivesse a mesma experiência ou como se tivesse uma p… visão profissa e tudo fosse tão simples e fácil.

Quando chega uma determinada hora, a professora diz que precisamos ter isso, ter aquilo, que no mínimo tínhamos que ter uma impressora em casa. Detalhe, a faculdade tem um bom número de bolsistas ProUNI, que portanto estudou em colégio público no colegial e que só pra ir pra faculdade já é complicado. Tem gente muito boa lá, inclusive pessoal bolsista, porque estamos numa era em que a Internet é acessível, ainda mais numa faculdade de informática, e que portanto, não precisamos ir à França pra conhecer o Louvre.

Aí pergunto: “então temos que ser de elite pra ser designers?”. A resposta da professora, pro-fes-so-ra: “Ué, mas você não sabia? É claro que precisa ser, pois precisa viajar, ter uma experiência visual que não são todos que têm”. Acrescente a isso um tom de indignação da parte dela com minha pergunta.

Aí na avaliação do trimestre, TODAS as minhas respostas, visto que não é tomada atitude alguma sobre o tempo que gastamos preenchendo o formulário que seria para melhorar: Não Sei. Virei ignorante. Não sei mais nada.

Detalhe, ela mesma nos disse que será nossa professora novamente trimestre que vem.

Me vem uma frase à mente do Tropa de Elite, mãããs… pingo é letra, né?

[update] Hoje o coordenador do curso nos falou que estava indignado com a colocação da professora e disse que ela não nos dará mais aulas trimestre que vem. Devo também tomar cautela em dizer que nada é feito por lá. Muita coisa já foi feita sim, mas tem coisas a melhorar sempre. [/update]

Sobre qualquer coisa

Postado em 7/06/2008 pensamentos 1 comentário »

Hoje é daqueles dias que tenho vontade de escrever, mas é tanta coisa aleatória que nem sei por onde começar.

Como disse no meu “about”, não sou muito fã de leitura, mas também quando gosto é pra detonar. Meu bonitão me deu semana passada o “Adeus China - O último bailarino de Mao”. Tem 400 páginas. Li em 5 dias. Muito bom. Não conseguia parar de ler. É tão emocionante ver como o destino põe sua mãozinha no momento certo.

O livro é a autobiografia de Li Cunxin, onde ele conta sobre infância pobre, mas cheia de sonhos, e me levou a questionar muito sobre tudo o que reclamamos, sobre nosso senso crítico. É lindo o livro. Gostei muito, um dos meus preferidos.

Adeus China - Li Cunxin

Outra coisa que aprendi nesse livro é o quanto somos forçados a alguma coisa e o quanto alguém é responsável para que gostemos de algo. Simples, tenho uma professora de Percepção Visual que me empolga a todo o minuto, que faz a gente ver a diferença entre o óbvio e o sutil. Fantástica. A única aula que não perco por nada. Tenho outros que não sabem transmitir a matéria de uma maneira agradável, e que simplesmente abomino acordar e pensar que vou ter essa aula.

É bom ler livros que empolgam. Sei que sou privilegiada por ter esse acesso que é tão restrito no Brasil. Temos que aproveitar mais, nos esforçarmos mais.

Sobre a culpa

Postado em 4/06/2008 pensamentos 1 comentário »

Definitivamente esse, pra mim, é o pior sentimento que podemos ter. E o mais legal: não dá pra simplesmente chegar e falar “sai daí, por favor”. Ela aparece, seja naturalmente por um acerto de contas com nossa consciência, seja porque algum infeliz te apontou o dedo e disse que você era horrível por alguma coisa.

Coisas que são ditas a uma criança são incrivelmente guardadas, sejam consciente ou inconscientemente. Boas ou negativas. Ficam como cicatriz, porque você é lembrado toda hora disso.

Bom mesmo é ligar o “Foda-se”, ainda mais com coisas que foram ditas quando era pequeno, afinal de contas, você era um projeto de gente. Se o projeto deu certo, parabéns, você seguiu seu caminho, e aprendeu com os erros do projeto. Se não, so sorry, vire-se com sua consciência.

Às vezes não tem jeito, é um que lembra, outro que fala, mas nosso botãozinho “Foda-se” tem sempre que estar de fácil acesso. Humildade de admitir que erra é uma coisa que aprendi sozinha. Erro, bastante. Você nunca errou?

Fui sempre muito chorona, minha mãe diz que sempre chorei muito, às vezes até sem motivo, chorava por chorar. Não sei por quê. Até hoje, às vezes só as lágrimas conseguem me acalmar. Lembro de várias vezes que chorei até dormir. Medo de não ser uma boa pessoa, medo daquele dedo apontado na minha cara.

Racionalmente pensando, foda-se. Emocionalmente, quem dera se fosse tão fácil apagar as cicatrizes.

Acerto de contas com a consciência

7 anos

Postado em 2/06/2008 infância, pensamentos 1 comentário »

Sempre digo que não lembro nada antes dessa idade. É algo realmente incrível. Não sei se é porque foi quando comecei a estudar de verdade ou se foi porque foi o ano que conheci uma pessoa importante.

Se lembro de algumas coisas anteriores, é raridade, então quando minha mãe diz as coisas que aconteceram antes disso, acredito piamente, hehe…

Mas de 7 anos eu lembro bem. Lembro da fila que tinha que formar pra entrar na sala, dando postura pra frente e pro lado. Lembro que estudei na 1F, que eu era a número 2 e que tinha uma outra Bruna na sala. Mirradinha essa outra Bruna. Dava aflição vê-la com aparelho e com cabelo joãozinho mas mega-armado e aquela cara chupada de magra. Fica na mente, né? Lembro de algumas pessoas. Lembro da professora Dorinha e do quanto implicou com o meu “J” quando comecei a escrever. Odiava ela por isso.

Eu era espoleta, tinha um bom amigo, tinha o cabelo chanelzinho (corte oficial da minha infância) e com uma franja nem sempre bem reta. Gostava de gemada toda tarde e coitada da minha irmã, ela que tinha que fazer. Pedi a ela pra me ensinar e ela disse que tinha que bater tanto que não podia ficar nem um pontinho mais escuro que o todo. Soa pra mim certa vingança, pois o que tive que bater não era brincadeira, mas pelo menos minhas gemadas sempre eram as melhores =)

Lembro que quando foi ter a primeira aula de natação no colégio quase todos já sabiam nadar, e eu não queria dizer que não tinha, o resultado não podia ser pior, cai na água, sem saber fazer nada e a professora teve que me “salvar”. Vergonha. Depois, só com pranchinha, hehe. nunca nadei muito bem no colégio e sentia uma raiva quando o pessoal ia pra outra raia e eu continuava lá… mas mais velha fiz aulas de natação e virei boa nadadora =)

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